Hello Crianças, estou de volta.

Já não era sem tempo, não é mesmo? Espero que tenham sentido minha falta. Vai desculpando o sumiço, mas é que vida de SISter não é fácil e tivemos algumas semanas bem atípicas, com muitas novidades, muitas matérias, muita correria, inclusive mudamos as leis naturais e fizemos uma semana de nove dias. Vai me dizer que isso é pra qualquer um?!

Eu estava pensando: o que escrever, que ainda não tenha sido dito, expressado ou destrinchado? Teria que ser um assunto relevante e interessante, e que ainda trouxesse algo importante a ser debatido. Decidi falar sobre o tema que foi abordado na semana que passou. Peço licença para falar também sobre o amor… é eu sei, já falamos muito sobre ele, mas prometo que não será mais do mesmo.

Tema de hoje: Padrões.

Marty-McFly

Ué, mas você não ia falar sobre amor?

Então, sim. É que no amor há inúmeras configurações, algumas delas mais padronizadas do que outras. Há aquelas formas mais comuns, que nos acostumamos a ver, admirar e idealizar. Estão em todos os lugares, arraigadas ao nosso cotidiano e ninguém está imune a elas.

Todos temos padrões, seja comportamental, seja cultural, seja linguístico, o que de fato não é um problema, apenas uma característica social. Mas eu resolvi ir além nisso. Tomei a liberdade de pegar carona num trecho da entrevista da Diva Mor, também conhecida como (Cremosa ou Dora aventureira) Caitriona Rainha da Porra Toda Mary Balfe, que fora divulgada essas ultimas semanas.

O trecho em questão é remetido ao poder. Sim, poder que as pessoas nas mídias sociais se dão, tornando-se juízes, júris e executores do que bem entendem, sem contextualização alguma, só pelo prazer de expressar suas opiniões, independentemente de discernimento, empatia e compreensão. O que vale mesmo é opinar, doa a quem doer. Mas estamos falando sobre amor, não é mesmo? Então vamos ao ponto central.

Quem nunca disse “nossa, ela é muita areia para o caminhãozinho dele”, “ele é muito infantil pra ela”, “não sei, mas não acho que eles dois são bonitos”? Acredite, há uma linha tênue entre a opinião e o julgamento.

Você já parou para pensar no quanto os padrões estabelecidos por ideais estão enraizados de tal forma que não conseguimos ver como um comentário ou pensamento pode tornar as coisas difíceis para alguém? Estou sendo clara? Não? Calma, vou tentar explicar melhor.

Relacionamentos bem vividos são lindos, em sua essência. Muitas vezes o carisma de um casal é tamanho que é inevitável não torcer por eles. Mas existe uma série de características que, na maioria das vezes, idealizamos como perfeito:

  • Homem, alto, um pouco mais velho que sua parceira, magro, charmoso, bonito.
  • Mulher, um pouco mais baixa que seu parceiro, relativamente mais nova, magra, elegante, bonita.
  • Casados
  • Pais de um casal de filhos.

Fim.

Mas, e se não for desse jeito? E se as pessoas não se encaixam nesse padrão? Será que a sociedade aceitaria algo diferente do que já estabeleceu como sendo o certo?

Eis que existem pessoas que se atreveram a seguir seu coração e nele não havia padrões, havia apenas encantamento por outra pessoa. Espera, vou mostrar. Talvez você conheça essa pessoa:

Hugh Jackman

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Eita moço bonito! Australiano, educado, muito gentil. É do drama, da comédia, da ação, do infantil, do musical, atua, canta, produz, é mutante, é miserável, é caçador de monstros, é dono do show. E sim, ele é lindo! Com seus 49 anos (até o momento em que este post foi escrito) é o sonho de consumo de muitas. Se esse for o seu caso, devo lhe informar: ele é casado. Que morte horrível, não é mesmo? Afinal, quem não casaria com Hugh Jackman? Aí você me pergunta: quem é a felizarda? Eu te apresento:

Deborra-Lee Furness

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Australiana, atriz, diretora e produtora. 62 anos.

WHAAAAAAAAAATTTTTTTTTTTTT?

Como assim, produção? Esse homem lindo casado com essa… Mulher?

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Pois é, ele é casado com uma mulher. The end. Vinte e dois anos de casado, para ser mais exata. Sim, ela é mais velha. Sim, ele é mais novo. Se algo na sua mente gritou como se isso fosse o maior absurdo, afinal, como um homem desses estaria casado com uma mulher dessas? Olha, eu não sei se você sabe, mas nos casamentos costuma-se ter reciprocidade, sentimento e, principalmente, amor. Nem é um cálculo tão difícil. Eles se amam e isso é o suficiente. Juntos, eles têm dois filhos, escolhidos do coração e que são o centro de suas vidas. Falando em idade, vamos à próxima da lista:

Sarah Paulson

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Premiadíssima, recordista (levou todos os prêmios de uma temporada inteira), super amorzinho (se tiver um dia ruim, apenas vá ao youtube e assista suas entrevistas) estadunidense, atriz, faz advogada, faz criminosa, tem um segredo (espero que pegue a referência), tem duas cabeças, ótimas histórias de horror, 43 anos. Está num relacionamento com – pasmem – outra mulher! Seu nome? Vou te apresentar:

Holland Taylor.

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Atriz, estadunidense, premiada, 75 anos.

WHAAAAAAAAAAAAAAAATTTTTTTTTTTTT?

Como assim, produção? Essa moça está namorando com essa… Senhora?

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Tá sim! Vai muito bem, obrigada. Estão juntas desde 2015. Um choque? Talvez, mas o importante é que se amam e são felizes.

Cameron Diaz

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Atriz, ex- modelo, 45 anos, casada com um homem – sinta esse impacto – 6cm mais baixo, além de tudo ele ainda é mais novo, tatuado e roqueiro.

Benji Madden

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Mas o que mais chama a atenção é que eles não têm o MENOR desejo de procriar.

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Sim, eles são ricos e sim eles poderiam ser o mais novo Brangelina – um minuto de silêncio para meu OTP que chegou ao fim – mas eles realmente não querem. Eis a questão, será que, só porque você tem condições financeiras, você PRECISA NECESSARIAMENTE QUERER TER FILHOS? E se você não tiver o desejo de cuidar de outro ser? Se de fato não estiver no seu coração propagar a sua espécie?  Vai que você acredita que já tem gente demais na Terra, seria o fim do mundo?

Ryan Gosling

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Ator, músico, canadense – as melhores pessoas sempre vem de lá. Casado desde 2011 com uma mulher americana de origem… CUBANA.

Eva Mendes

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Juntos, eles tem duas filhas.

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Amor não enxerga nacionalidade, não enxerga cor, não enxerga idade, não enxerga gênero. O amor tem o seu próprio código, suas próprias leis, suas próprias regras.

Eu poderia ficar aqui citando muito mais exemplos das diferentes configurações de relacionamentos e como eles não se estabelecem no que a sociedade imprime como sendo o certo, mas acho que não é necessário. No fundo, a palavra-chave que realmente assusta é apenas uma: DISCREPÂNCIA.

Não importa se o homem é mais velho, mais novo, mais baixo, mais alto ou se a mulher é mais nova, mais velha, mais magra, mais gorda. Em teoria. Na prática, nossos olhos simplesmente condenam o que é discrepante, qualquer coisa que fuja do modelo já dito anteriormente. Mas não se engane: condenam porque nós permitimos!

Se você pesquisar por cinco minutos qualquer uma dessas pessoas que utilizei como exemplo, vai encontrar entrevistas em que o assunto preconceito e discriminação em relação aos seus relacionamentos são abordados de forma recorrente.

Temos um outro problema muito agravante em tudo isso: uma ideia retrógrada de como relacionamentos alheios devem ser e, principalmente, como essas pessoas devem agir.

Juntando com nosso contexto atual, em que podemos expressar nossos pensamentos da forma como bem entendemos sem sequer nos colocarmos no lugar do outro pra saber se aquilo que falamos machuca ou dificulta algo para alguém, nos damos ao luxo de criticar tudo que achamos indevido. Queremos tudo ao nosso gosto, e se não for assim, o júri – no caso, nós – se transforma rapidamente em um executor de penas severas.

Se com casais que conhecemos de vista já temos a tendência a julgar, determinando o que é certo e o que é errado, imagina com os que realmente acompanhamos ou convivemos e sabemos da história?

Parece que a proximidade nos dá o direito de cercear a liberdade de escolha do outro, como se fôssemos os detentores da razão e da sabedoria e entendêssemos exatamente o que a pessoa precisa fazer e como deve viver para ser feliz. Isso se chama ENGANO. Se ainda lhe parece confuso, tentarei ser mais clara.

Suponhamos que uma pessoa completamente estranha ou até mesmo um conhecido qualquer chegasse até você e dissesse “eu acho que você e seu(a) marido/esposa formam um péssimo casal, inclusive eu não gosto do estilo de vocês, acho horroroso” ou “você deveria ter pintado o seu cabelo de outro tom, porque esse realmente é muito feio”. Ou até mesmo “eu acho seu marido bem babaca”. Qual a probabilidade de você falar com essa pessoa novamente? Sua reação pode variar entre brigar com ela, ignorar ou ficar muito mal com isso.

Lembre-se que pessoas continuam tendo sentimentos, independentemente da forma que você escolher se comunicar com ela. Pessoalmente ou virtualmente, custa zero não tornar infeliz o dia do outro, seja por não concordar que ela namore um cara mais novo, achar que ele é homem demais pra ela, ou que não é maduro o bastante.

Custa zero entender que cada um tem a liberdade de escolher o que quer e nem sempre tais escolhas serão compatíveis com o que você pensa. Custa zero não jogar suas frustrações num completo estranho, num conhecido ou em alguém que realmente ama, só porque eles não são ou não fizeram aquilo que você idealizou. Pessoas fazem escolhas o tempo inteiro, não nos cabe decidir por elas como devem viver. Que tal, ao invés de criticar de forma negativa, escolhêssemos respeitar as decisões e configurações de amor que nos são apresentadas?

Eu sei que os padrões continuarão existindo, porém, cabe a nós alimentá-los ou não. Então poderemos escolher limitar os hábitos ruins, como comentários inconsequentes.

Você não precisa concordar com a forma como as pessoas levam suas vidas, com quem elas estão ou como elas amam, mas pode facilitar não sendo uma pedra no caminho delas.

Depois de termos falado abertamente sobre amor, sobre formas de amar, histórias de amores abrasadores, escondidos, reconfortantes, desejo que espalhe o afeto, encoraje demonstrações de carinho, mas, principalmente, sempre, sempre, sempre escolha ser gentil com o outro. Tenho certeza que você será uma pessoa bem mais feliz.

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Autora: Laís Monteiro

Revisão PT: Manu e Lotti

Revisão ING: Bianca Portela e Lotti

Tradução: Bianca Portela

Montagem: Laís Monteiro

Gifs: Cilla Makes e Lotti

 

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