Olá, SISters, quanto tempo, não é mesmo?

Na verdade, nem tanto tempo assim. Falo com vocês todas as semanas no Netsis e em outras colunas sobre o nosso casal amado.

E como a montanha-russa SamCait não para, só agora consegui voltar com o Music Speaks para vocês.

Mas, nessa semana, eu precisei dar um jeitinho, deixar Cremosa e Bolinho um pouco aos cuidados das outras SIS e vir aqui falar sobre um dos meu maiores ídolos de todos os tempos.

Fiquem confortáveis, preparem o fone de ouvido e podem arrastar uns móveis da sala, pois hoje nós iremos falar sobre ele, o rei do pop: Michael Jackson!

Michael Jackson foi um cantor, compositor, dançarino e produtor musical.

Essa é a nossa singela homenagem a um dos artistas mais relevantes do século XX e na primeira década do século XXI.

Michael Joseph Jackson nasceu em 29 de agosto de 1958. Sim, hoje ele faria 60 anos. Na primeira parte da sua infância, ele morou com sua família em uma casa simples.

Com cinco anos de idade, nosso Michael já fazia parte de um grupo com seus irmãos chamado Jackson Brothers, que depois mudou de nome para Jackson Five e, posteriormente, The Jacksons.

Nessa época, o menino já se destacava porque, embora tivesse pouca idade, ele já era a voz de alguns hits como “I’ll be there”, “ABC” e “I Want You Back”.

A voz de Michael sempre se distinguiu das demais e, por causa disso, seu pai colocava uma pressão muito grande nele para que servisse de exemplo para os irmãos.

Como vocês podem ver, nosso MJ jamais foi pouca coisa.

Em 1979, Michael Jackson lançou “Off The Wall”, seu primeiro álbum solo a fazer sucesso. E, a partir desse lançamento, ele iniciou a trajetória musical que culminaria com o seu estrelato absoluto.

Vamos começar a navegar no universo das músicas de Michael Jackson.

Foi muito difícil fazer essa seleção, pois MJ teve uma carreira cheia de hits icônicos. Aqui estão alguns deles:

 

BEN

Don Black e Walter Scharf escreveram essa música para o filme de 1972 de mesmo nome.

No filme, um menino faz amizade com um rato, e é sobre isso que a música fala.

É isso mesmo, Ben é um rato. Vocês sabiam disso?

Mas, apesar desse detalhe, a música tem uma letra tão bonita e a interpretação de Michael é tão forte e tocante, que ela se tornou um hino sobre amizade.

Ben era uma das músicas favoritas de Michael e foi seu primeiro hit na carreira solo. Ele gravou quando tinha apenas 14 anos e impressionou os executivos da Motown (sua gravadora na época).

A música foi nomeada para o Oscar de melhor canção original e Michael a cantou na cerimônia de 1973.

 

Don’t stop ‘til you get enough

Existe algo mais dançante que esse vídeo?

Don’t Stop ‘til You Get Enough” é resultado de uma das primeiras parcerias Michael + Quincy Jones.

Você ainda lerá muito sobre esse produtor musical que estava por trás de grandes sucessos do nosso Michael.

Aqui no Brasil essa música é conhecida popularmente como o tema da abertura clássica do programa Vídeo Show. É uma canção totalmente Disco que foi lançada no álbum “Off The Wall“.

Há, inclusive, alguns rumores de que Michael tenha citado alguns diálogos de “Star Wars” na canção. Ele nunca confirmou ou negou a ligação com a saga de George Lucas.

 

Billie Jean  

Essa música é baseada em uma garota que alegava que Jackson era pai de seus filhos. A mulher costumava perseguir Michael e mandar cartas falando sobre os tais filhos que jurava serem dele.

Ele raramente falava sobre ela e teve muita dificuldade de lidar com isso. A música foi uma forma de expressar seus sentimentos sem se dirigir a ela diretamente.

Quincy Jones disse uma vez que ele encontrou a mulher na piscina da casa de Michael e ela ficava repetindo que Jackson era o pai dos gêmeos dela.

Isso que é uma verdadeira stalker. Assustador!

Esse foi um dos fatores que tornaram Michael mais recluso e até um pouco paranoico com sua exposição.

A música foi um sucesso estrondoso. Entrou para a lista das 500 músicas mais importantes da história da revista Rolling Stone e ganhou dois Grammys em 1983.

A performance de “Billie Jean” entrou para a história, pois foi nela, em uma celebração de 25 anos da Motown, que Michael fez pela primeira o famoso passo moonwalk.

Falem a verdade SISters, vocês já tentaram fazer esse passo em casa, não? Eu sim!

Thriller

Chegamos ao vídeo que marcou a história dos videoclipes.

Primeiro, vamos aos fatos. Se alguém ainda tinha dúvidas do talento imenso de Michael, esse é o recibo final, sem direito a troco.

O álbum homônimo, lançado em 1982, no qual a canção foi lançada, é um dos mais importantes da história da música.

Thriller vendeu aproximadamente 65 milhões de cópias em todo o mundo e conquistou nada menos que 33 discos de Platina nos EUA. Só isso já seria o suficiente para comprovar o sucesso de Michael.

Mas o mais importante ainda estaria por vir. Em parceria com a MTV, no ano de 1982, foi lançado o vídeo do single Thriller, que mudaria completamente a história dos videoclipes.

Mas por que?

Esse vídeo muldou completamente a forma como os clipes seriam produzidos posteriormente. Isso porque ele se aproximou da linguagem do cinema, com uma narrativa e uma direção de arte incríveis.

Michael teve a ideia do clipe após assistir ao filme “Um Lobisomem Americano em Londres. O clipe Thriller tem 14 minutos e é totalmente conceitual e impressionante. Seus efeitos especiais encantaram as pessoas na época.

Vemos a influência de Thriller na música pop desde filmes como “De Repente 30”” até em Bollywood, com “Golimar” (um ícone, diga-se de passagem).

 

Black or White

A letra de “Black or White” é um apelo à tolerância racial bem na época que Michael era acusado de mudar a sua cor da pele e de ter vergonha de suas origens.

Ele sempre deixou claro que a mudança na cor de sua pele ocorreu devido ao vitiligo, doença dermatológica autoimune que causa a perda de pigmentação da pele.

Sempre duvidaram que Michael tivesse vitiligo, mas isso só foi totalmente comprovado após a sua morte.

Esse foi o 12° hit de Jackson a alcançar o #1 em sua carreira solo. Colocou-o em terceiro lugar das músicas #1 no hot 100, ficando atrás de nada mais nada menos do que Beatles e Elvis Presley.

O sucesso de “Black or White” solidificou o posto de Michael como o “Rei do Pop”.

O clipe teve a participação de Macaulay Culkin, o ator do famoso filme “Esqueceram de mim”, que era muito amigo de Jackson.

Muitos acusaram Michael de abusar de Culkin por ele frequentar sua casa junto com outras crianças. Porém, Macaulay sempre foi muito enfático de que isso nunca aconteceu.

A ligação que Jackson tinha com as crianças era vista como esquisita e inapropriada por muitos, e ele foi acusado diversas vezes de abuso sexual.

A mais famosa dessas acusações foi a do menino Jordan Chandler, com 13 anos na época. O caso nunca foi a julgamento e terminou em um acordo de mais de 20 milhões de dólares

Somente em 2009, ano da morte de MJ, Jordan, já adulto, veio a público dizer que todas as acusações eram mentiras inventadas por seu pai.

Eu nunca quis mentir e destruir Michael Jackson, porém meu pai me fez dizer coisas horríveis sobre ele. Agora eu posso dizer o quanto estou arrependido e não sei se Michael me perdoará. Michael Jackson jamais fez nada pra mim, meu pai que mentiu para nós escaparmos da pobreza.”

A vida e a carreira de Michael nunca mais foram as mesmas após isso.

 

They don’t care about us

Essa é uma das músicas de protestos mais fortes dos anos 90. Com tambores tribais e um rap-pop potente, “They Don’t Care About Us” tem a fórmula perfeita para fazer sucesso entre toda população mundial.

É possível sentir a raiva e a ira em alguns dos drives feitos por Michael.

A música tem um trecho controverso, que chegou a sofrer censura após acusações de antissemitismo. A própria gravadora, Sony, lançou notas de desculpa sobre o trecho em todas as edições seguintes do álbum “HIStory”.

Essa experiência, em especial, foi algo doloroso para Michael, que revelou posteriormente:

“A música, na verdade, é sobre a dor do preconceito e ódio, e é uma forma de atrair a atenção para problemas sociais e políticos.
Eu sou a voz do acusado e do atacado.
Eu sou a voz de todos.
Eu sou o skinhead, eu sou o judeu, eu sou o negro, eu sou o branco.
Eu não sou o que está atacando. Isso é sobre injustiças para pessoas jovens e como o sistema pode, erroneamente, acusá-los.
Eu estou com raiva e ultrajado por eu poder ser tão mal interpretado.”

E o local escolhido para expressar em clipe esse sentimento foi a favela Dona Marta, no Brasil. Com participação especial do Olodum e milhares de fãs espalhados pelas ruas, o vídeo foi dirigido por Spike Lee.

As autoridades não queriam que o clipe fosse gravado na época por mostrar “um lado negativo” do Brasil. Apesar disso, o Rei do Pop está lá, mostrando a indignação da população que grita “eles não ligam para nós, Michael”.

 

Man in the mirror

Apesar de “Man in the Mirror” não ser uma letra de Michael, ele sempre disse que ela representava muito a maneira como ele pensava.

A música fala sobre fazer uma mudança interna e pessoal para mudar o mundo, e isso era muito condizente com a forma que ele vivia. A letra desenvolve a ideia de que, para revolucionar qualquer coisa, você precisa começar a partir de si mesmo.

Confesso que é uma das minhas favoritas.

Ela se tornou um das mais pedidas nos shows. Quincy e Michael estavam à procura de um hino e ela acabou se tornando, de fato, um hino.

Scream

Esse dueto com a irmã Janet Jackson é um tremendo desabafo sobre a pressão que sofria na época. Após enfrentar as acusações de abuso sexual e ter sua vida e carreira devastadas pela imprensa, Michael precisava de um grito para aliviar suas frustrações.

Eles dizem na música: “Toda essa confusão não faz você querer gritar? Você está abusando da vítima desse sensacionalismo. Você ainda dá ibope para todas essas mentiras que eles inventam. Alguém tenha misericórdia. Porque eu não aguento mais”.

O videoclipe dessa música fez bastante sucesso e, na época, foi o mais caro já feito, custando 7 milhões de dólares. Ele foi inspirado no filme “2001 Uma Odisséia No Espaço” e ganhou um Grammy de melhor videoclipe.

O diretor Mark Romanek disse que para sua surpresa a parte mais fácil de filmar o clipe foi gravar com os irmãos superstars. Ele declarou à revista Rolling Stone:

“[Michael e Janet] obviamente tinham um profundo afeto e amor um pelo outro e estavam muito animados para finalmente dançarem juntos pela primeira vez na câmera. Havia uma rivalidade muito saudável e bem-humorada. Fiquei surpreso com o quão normal, simpático e acessível ele era. Eu passei um bom tempo com ele em seu trailer e entre as tomadas, apenas falando sobre hobbies e filmes e vários temas aleatórios. Ele era muito charmoso, e parecia genuinamente interessado no que eu tinha a dizer e nas minhas opiniões sobre as coisas. Foi a experiência de estar tão perto dele quando ele se mexeu, que ficou mais preso comigo. Parecia um truque de mágica, como se seus olhos estivessem enganando você.”

 

Childhood

Esta pode ser considerada a música mais autobiográfica de Michael. Para mim, é a mais tocante feita por ele.

Ele declarou ter sido maltratado e abusado pelo pai, Joseph Jackson, durante toda a sua infância. Michael relatou que o pai costumava assustá-lo usando máscaras demoníacas e o espancava quase todos os dias.

Durante a adolescência, Joseph dizia que Michael era extremamente feio e que seu nariz era “assustador, gigantesco e disforme”.

Durante uma entrevista a Oprah Winfrey, o cantor afirmou que a situação chegou a um ponto extremo em que ele passava mal e vomitava só de ouvir a voz do pai.

Devido à sua carreira ter começado quando era muito pequeno, aos 5 anos, Jackson foi impossibilitado de viver sua infância adequadamente, pois já tinha inúmeras responsabilidades, viagens e compromissos.

Sem dúvida, isso explica muito a maneira excêntrica que Michael sempre viveu. Ele comprou um rancho e o batizou de Neverland, a Terra do Nunca do filme Peter Pan, o menino que se recusava a crescer.

“Você viu minha infância por aí?
Estou procurando pelo mundo de onde venho
Porque eu tenho procurado
No “achados e perdidos” do meu coração
Ninguém me entende
Eles vêem isso como estranhas excentricidades
Porque fico por aí brincando como uma criança
Mas me perdoem
As pessoas dizem que eu não estou bem
Por eu amar coisas tão fundamentais
Tem sido o meu destino tentar compensar
A infância que eu nunca conheci
Você viu minha infância por aí?
Procuro pela beleza na minha juventude
Como piratas e sonhos de aventureiros
De conquistas e reis nos seus tronos
Antes de me julgar
Tente me amar
Olhe dentro do seu coração e, então, responda:
Você viu minha infância por aí?”

Childhood ( Michael Jackson)

A música foi escolhida como tema do filme “Free Willy 2”, devido ao sucesso da canção “Will You Be There?”, também de Michael, trilha do primeiro filme.

Esta é outra música incrível, mas se formos falar de todas as músicas incríveis dele, nós não acabaremos esse post nunca.

“Se você realmente quer saber algo sobre mim, há uma música que é a mais honesta que já escrevi. É a mais autobiográfica que já escrevi. É chamada Childhood. Deveriam escutá-la. É essa que realmente deveriam escutar.” – Michael Jackson

 

Heal the world

Jackson escreveu e produziu essa música pessoalmente. Ele sempre disse que era a canção que ele mais se orgulhava de ter escrito. Ele dizia que era “uma música sobre a desumanidade do homem para com seus semelhantes”.

Michael ficou muito conhecido por ter sido um “ícone da caridade”. O cantor chegou a doar mais que 300 milhões de dólares para causas humanitárias.

Ele chegou a entrar no Guinness, o livro dos recordes, em 2001, por ser o artista que mais fez caridade até hoje. Vocês sabiam dessa?

Saiba mais aqui.

Ele criou uma fundação com o nome da música em 1992 e ela ajudou milhares de crianças ao redor do mundo.

Ele também apoiava incontáveis instituições de caridade. É uma pena que os escândalos tenham ocupado mais espaço nos tabloides sobre ele do que esses números e feitos impressionantes.

“Em certas partes do mundo, eu vi crianças famintas andando pelas ruas sem sapatos. Eu estou muito preocupado com as crianças famintas do mundo e eu espero que possa fazer algo positivo para aliviar este problema.” – Michael Jackson  

Fonte: Falando de Michael Jackson

Smooth Criminal

Moonwalk. Isso quer dizer algo para você?

Eu sei, já falamos de Moonwalk hoje, mas você JÁ VIU O CLIPE DE SMOOTH CRIMINAL?

Vale a pena ver de novo essa aula de dança, conceito e estilo.

O vídeo foi desenvolvido para o musical “Moonwalker”, em que Michael salva uma garotinha (Annie) do vilão Mr. Big.

Michael colocou toda sua alma e coração (literalmente) na canção. No início da música podemos ouvir as batidas de seu próprio coração.

Esse é o SÉTIMO single do álbum “Bad”. O clipe foi considerado como melhor vídeo de 1989 pelo BRIT Awards. Chegou às paradas em três vezes distintas: 1988, 2006 e 2009. Mais um feito incrível para a carreira de Michael.

Nós ainda poderíamos ficar aqui falando dele por muito tempo.

Apesar de uma vida com muitas controvérsias, decepções e pessoas aproveitadoras (incluindo membros de sua família), Michael foi sem dúvida um dos artistas mais completos e impressionantes da história da música.

Ele morreu em junho de 2009, vítima de um ataque cardíaco causado por sedativos.

Sua morte deixou o mundo em choque, pois estava prestes a estrear sua última turnê, nomeada “This is It”, já com todos os ingressos esgotados. Para saber mais sobre essa turnê, recomendamos o documentário This is It, disponível na Netflix.

Michael deixou três filhos.

Milhares de fãs pelo mundo.

E um legado que marcou o mercado e a história da música nas mais variadas formas.

Quer conhecer mais músicas que tornaram Michael Jackson o Rei do Pop? Confira a playlist que montamos com todo carinho para vocês:

#PayMyTherapy

#PayMyCaipirinha

#MusicSpeaks

#MichaelJackson

Para ler este post em inglês, clique aqui.

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Autoras: Flávia Labruna e Thaís Belluzzo
Mídias: Catarina Balfe
Formatação: Thaís Belluzzo
Revisora (português): Manu e Alexandra Favoretto
Tradutora: Bianca Portela e Queen Victoria
Revisora (inglês): Queen Victoria e Bianca Portela
Montagem: Alexandra Favoretto
SM: Alexandra Favoretto

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